30 abril, 2020

Entrega das Atividades Impressas

📣 Atenção 📣

Hoje, 30/04, das 9h às 14h, faremos a entrega das atividades impressas referente ao período de 23/04 à 08/05 a serem realizadas pelos alunos em casa.

29 abril, 2020

Sorteio da Cesta de Páscoa


Ganhadora do período da manhã

Ganhadora do período da tarde 

Entrega das Atividades Impressas

📣 Atenção 📣

Hoje, 29/04, das 9h às 15h, faremos a entrega das atividades impressas referente ao período de 23/04 à 08/05 a serem realizadas pelos alunos em casa.

27 abril, 2020

📚Recado Importante 👩🏼‍🏫


Entrega das Atividades Impressas

📣 Atenção 📣

Amanhã, 28/04/2020, terça-feira, faremos a entrega das atividades impressas referente ao período de 23/04 à 08/05 a serem realizadas pelos alunos em casa.

Cronograma de entrega:
📍09h às 10h30min - 1°s anos
📍10h30min às 12h - 2°s anos
📍12h às 13h30min - 3°s anos
📍13h30min às 15h - 4°s anos
📍15h às 16h30min - 5°s anos

Orientações:

👉🏻A fila será organizada do lado de fora da escola, respeitando o distanciamento de 1,5m entre as pessoas.

👉🏻Somente uma pessoa poderá entrar na escola para retirar as atividades.

👉🏻Evite levar crianças ao local.

👉🏻Seguir o cronograma de retirada para evitar aglomeração.

👉🏻Pais/responsáveis por mais de um aluno poderão retirar as atividades em apenas um horário.

👉🏻Se possível, utilizar máscaras para proteção.

25 abril, 2020

O Pequeno Príncipe - IV (Antoine de Saint-Exupéry)

IV

Eu aprendera, pois, uma segunda coisa, importantíssima: o seu planeta de origem
era pouco maior que uma casa!
Não era surpresa para mim. Sabia que além dos grandes planetas - Terra, Júpiter,
Marte ou Vênus, aos quais se deram nomes há centenas e centenas de outros, por vezes
tão pequenos que mal se vêem no telescópio.
Quando o astrônomo descobre um deles, dá-lhe por nome um número.
Chama-o, por exemplo: "asteróide 3251".
Tenho sérias razões para supor que o planeta de onde vinha o príncipe era o
asteróide B 612. Esse asteróide só foi visto uma vez ao telescópio, em 1909, por um
astrônomo turco.

Ele fizera na época uma grande demonstração da sua descoberta num Congresso
Internacional de Astronomia. Mas ninguém lhe dera crédito, por causa das roupas que
usava. As pessoas grandes são assim.
Felizmente para a reputação do asteróide B 612, um ditador turco obrigou o povo,
sob pena de morte, a vestir-se à moda européia. O astrônomo repetiu sua demonstração
em 1920, numa elegante casaca. Então, dessa vez, todo o mundo se convenceu.
Se lhes dou esses detalhes sobre o asteróide B612 e lhes confio o seu número, é
por causa das pessoas grandes.
As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo
amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua
voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que ele coleciona borboletas? "Mas
perguntam:
"Qual é sua idade? Quantos irmãos tem ele? Quanto pesa?
Quanto ganha seu pai?" Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos
às pessoas grandes: "Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas
no telhado. . . " elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa. É preciso
dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos contos". Então elas exclamam: "Que beleza!"
Assim, se a gente lhes disser: "A prova de que o principezinho existia é que ele era
encantador, que ele ria, e que ele queria um carneiro. Quando alguém quer um carneiro, é
porque existe" elas darão de ombros e nos chamarão de criança! Mas se dissermos: "O
planeta de onde ele vinha é o asteróide B 612" ficarão inteiramente convencidas, e não
amolarão com perguntas. Elas são assim mesmo.
É preciso não lhes querer mal por isso. As crianças devem ser muito indulgentes
com as pessoas grandes.
Mas nós, nós que compreendemos a vida, nós não ligamos aos números ! Gostaria
de ter começado esta história à moda dos contos de fada. Teria gostado de dizer:
"Era uma vez um pequeno príncipe que habitava um planeta pouco maior que ele,
e que tinha necessidade de um amigo..." Para aqueles que compreendem a vida, isto
pareceria sem dúvida muito mais verdadeiro.
Porque eu não gosto que leiam meu livro levianamente. Dá-me tanta tristeza narrar
essas lembranças ! Faz já seis anos que meu amigo se foi com seu carneiro. Se tento
descrevê-lo aqui, é justamente porque não o quero esquecer. É triste esquecer um amigo.
Nem todo o mundo tem amigo. E eu corro o risco de ficar como as pessoas grandes, que
só se interessam por números. Foi por causa disso que comprei uma caixa de tintas e
alguns lápis também. É duro pôr-se a desenhar na minha idade, quando nunca se fez outra
tentativa além das jibóias fechadas e abertas dos longínquos seis anos ! Experimentarei,
claro, fazer os retratos mais parecidos que puder. Mas não tenho muita esperança de
conseguir. Um desenho parece passável; outro, já é inteiramente diverso. Engano-me
também no tamanho. Ora o principezinho está muito grande, ora pequeno demais. Hesito
também quanto a cor do seu traje.
Vou arriscando então, aqui e ali. Enganar-me-ei provavelmente em detalhes dos
mais importantes. Mas é preciso desculpar. Meu amigo nunca dava explicações.
Julgava-me talvez semelhante a ele. Mas, infelizmente, não sei ver carneiro através
de caixa. Sou um pouco como as pessoas grandes. Acho que envelheci.

23 abril, 2020

O Pequeno Príncipe - III (Antoine de Saint-Exupéry)

III

Levei muito tempo para compreender de onde viera.
O principezinho, que me fazia milhares de perguntas, não parecia sequer escutar as
minhas. Palavras pronunciadas ao acaso e que foram, pouco a pouco, revelando tudo.
Assim, quando viu pela primeira vez meu avião (não vou desenhá-lo aqui, é muito
complicado para mim), perguntou-me bruscamente:
Que coisa é aquela?
Não, é uma coisa. Aquilo voa. É um avião. O meu avião.
Eu estava orgulhoso de lhe comunicar que eu voava. Então ele exclamou:
- Como? Tu caíste do céu?
- Sim, disse eu modestamente.
- Ah ! como é engraçado...
E o principezinho deu uma bela risada, que me irritou profundamente. Gosto que
levem a sério as minhas desgraças. Em seguida acrescentou:
Então, tu também vens do céu ! De que planeta és tu?
Vislumbrei um clarão no mistério da sua presença, e interroguei bruscamente:
- Tu vens então de outro Planeta?
Mas ele não me respondeu. Balançava lentamente a cabeça considerando o avião:
- É verdade que, nisto aí, não podes ter vindo de longe ...
Mergulhou então num pensamento que durou muito tempo. Depois, tirando do
bolso o meu carneiro, ficou contemplando o seu tesouro.
Poderão imaginar que eu ficara intrigado com aquela semiconfidência sobre "os
outros planetas". Esforcei-me, então, por saber mais um pouco.
- De onde vens, meu bem? Onde é tua casa? Para onde queres levar meu carneiro?
Ficou meditando em silêncio, e respondeu depois:
O bom é que a caixa que me deste poderá, de noite, servir de casa.
- Sem dúvida. E se tu fores bonzinho, darei também uma corda para amarrá-lo
durante o dia. E uma estaca.
A proposta pareceu chocá-lo:
Amarrar? Que idéia esquisita
- Mas se tu não o amarras, ele vai-se embora e se perde...
E meu amigo deu uma nova risada:
- Mas onde queres que ele vá?
- Não sei ... Por aí ... Andando sempre para frente.
Então o principezínho observou, muito sério:
- Não faz mal, é tão pequeno onde moro !
E depois, talvez com um pouco de melancolia, acrescentou ainda:
- Quando a gente anda sempre para frente, não pode mesmo ir longe ...

21 abril, 2020

O Pequeno Príncipe - II (Antoine de Saint-Exupéry)

II

Vivi portanto só, sem amigo com quem pudesse realmente conversar, até o dia,
cerca de seis anos atrás, em que tive uma pane no deserto do Saara. Alguma coisa se
quebrara no motor. E como não tinha comigo mecânico ou passageiro, preparei-me para
empreender sozinho o difícil conserto. Era, para mim, questão de vida ou de morte.
Só dava para oito dias a água que eu tinha.
Na primeira noite adormeci pois sobre a areia, a milhas e milhas de qualquer terra
habitada. Estava mais isolado que o náufrago numa tábua, perdido no meio do mar.
Imaginem então a minha surpresa, quando, ao despertar do dia, uma vozinha
estranha me acordou. Dizia:
- Por favor ... desenha-me um carneiro
- Hem!
- Desenha-me um carneiro ...
Pus-me de pé, como atingido por um raio. Esfreguei os olhos. Olhei bem. E vi um
pedacinho de gente inteiramente extraordinário, que me considerava com gravidade.
Eis o melhor retrato que, mais tarde, consegui fazer dele.
Meu desenho é, seguramente, muito menos sedutor que o modelo. Não tenho
culpa. Fora desencorajado, aos seis anos, da minha carreira de pintor, e só aprendera a
desenhar jibóias abertas e fechadas.
Olhava pois essa aparição com olhos redondos de espanto. Não esqueçam que eu
me achava a mil milhas de qualquer terra habitada. Ora, o meu homenzinho não me
parecia nem perdido, nem morto de fadiga, nem morto de fome, de sede ou de medo. Não
tinha absolutamente a aparência de uma criança perdida no deserto, a mil milhas da região
habitada. Quando pude enfim articular palavra, perguntei-lhe:
- Mas ... que fazes aqui?
E ele repetiu-me então, brandamente, como uma coisa muito séria:
- Por favor... desenha-me um carneiro ...
Quando o mistério é muito impressionante, a gente não ousa desobedecer. Por mais
absurdo que aquilo me parecesse a mil milhas de todos os lugares habitados e em perigo
de morte, tirei do bolso uma folha de papel e uma caneta.
Mas lembrei-me,então,que eu havia estudado de preferência geografia, história,
cálculo e gramática, e disse ao garoto (com um pouco de mau humor) que eu não sabia
desenhar. Respondeu-me:
- Não tem importância. Desenha-me um carneiro.
Como jamais houvesse desenhado um carneiro, refiz para ele um dos dois únicos
desenhos que sabia. O da jibóia fechada. E fiquei estupefato de ouvir o garoto replicar:
- Não! Não! Eu não quero um elefante numa jibóia. A jibóia é perigosa e o elefante
toma muito espaço. Tudo é pequeno onde eu moro. Preciso é dum carneiro. Desenha-me
um carneiro.
Então eu desenhei.
Olhou atentamente, e disse:
- Não! Esse já está muito doente.
Desenha outro.
Desenhei de novo.
Meu amigo sorriu com indulgência:
- Bem vês que isto não é um carneiro. É um bode ... Olha os chifres ...
Fiz mais uma vez o desenho.
Mas ele foi recusado como os precedentes:
Este aí é muito velho. Quero um carneiro que viva muito.
Então, perdendo a paciência, como tinha pressa de desmontar o motor, rabisquei o
desenho ao lado.
E arrisquei:
Esta é a caixa. O carneiro está dentro.
Mas fiquei surpreso de ver iluminar-se a face do meu pequeno juiz:
- Era assim mesmo que eu queria! Será preciso muito capim para esse carneiro?
Por quê?
Porque é muito pequeno onde eu moro ...
- Qualquer coisa chega. Eu te dei um carneirinho de nada !
Inclinou a cabeça sobre o desenho:
- Não é tão pequeno assim ... Olha ! Adormeceu ...
E foi desse modo que eu travei conhecimento, um dia, com o pequeno príncipe.O

20 abril, 2020

O paraíso terrestre (Daniel Munduruku)

Há muito e muito tempo, a tribo da grande nação indígena Kaiapós habitava um mundo sem céu. Por isso, não existia também sol, nem lua, nem estrelas, cometas, arco-íris, pássaros. Aqueles habitantes se alimentavam apenas de mandioca e pequenos animais, mas nunca tinham visto, por exemplo, um peixe, pois não havia rios por ali. Tampouco, comiam frutas, pois não havia florestas, sequer arbustos e pequenas moitas. Era um mundo vazio.
O paraíso terrestre
Um dia, um jovem índio estava caçando quando avistou sua presa: um tatuzinho amedrontado. Percebendo a presença do caçador, o animal fugiu, e quanto mais corria, mais o jovem corria atrás. Sem entender, ele viu que o pequeno tatu crescia a cada passo, se tornando um grande animal que, embora grande, continuava amedrontado.
Cansado de correr e já percebendo a proximidade do caçador, o grande tatu cavou rapidamente a terra seca e escura abaixo deles, abrindo um grande buraco, no qual desapareceu.
À beira da cova, o índio ficou observando para se certificar que o animal fugiu mesmo. Não aguentando sua curiosidade, decidiu descer pelo buraco e, com surpresa, percebeu que ao final do caminho, havia um ponto luminoso. Sem sinal do tatu, resolveu seguir aquele ponto de luz.
Por muitos anos, aquele jovem índio se lembraria do que viu quando chegou ao final do túnel. Viu aos poucos o ponto de luz se transformar em uma grande abertura e um novo mundo se revelou: um mundo com um céu tão azul que os olhos acostumados com a escuridão ardiam. Um Sol tão luminoso que o índio temeu se queimar por um instante.
E, um lindo arco-íris, cujas cores estavam nas penas de algumas aves e nas asas de borboletas que enfeitavam o céu. Uma grande mata crescia nas margens de um grande rio, de onde pulavam peixes de vários tamanhos e cores. Perto dele, alguns animais caminhavam sem medo, como tartarugas, macacos, capivaras e preás.
O jovem índio ficou admirando aquele novo mundo e notou que o Sol se movia, fugia dele, até desaparecer. A tristeza tomou conta do jovem, que pensou que tudo aquilo havia acabado com o Sol. Mas, seu deslumbramento voltou assim que viu surgir no céu uma grande pedra branca, bem redonda e brilhante. Era a Lua que surgia com mais um milhão de estrelas que piscavam, e brilhavam, e iluminavam o céu e a terra. Algumas chegavam bem perto dele, como se fossem pequenos insetos luminosos.
Correndo mais rápido do que nunca, o índio voltou à aldeia para contar sobre aquele novo mundo. O pajé, homem mais respeitado na tribo, autorizou que todos seguissem aquele caminho aberto pelo tatu. Os índios foram, um a um, descendo por uma longa corda até pisar no chão daquele que seria seu novo lar, o Mundo Novo.

Fonte: https://escolaeducacao.com.br/lendas-indigenas/

Descobrimento do Brasil

https://youtu.be/6Y9coj_0R9Q